Uma história Verdadeira!

Toda vez que o vendedor se deslocava para trabalhar em Caxias do Sul, visitava um empresário que tinha a fama de não comprar nada de representantes da capital.

Ao chegar à recepção da empresa, entregava seu cartão para a secretaria e com um sorriso agradável, solicitava se o empresário poderia recebê-lo ou agendá-lo. A resposta era sempre a mesma: estava em reunião, não podia atendê-lo e não gostava de marcar hora.

O consultor de vendas sabia dos benefícios que seu produto traria para esse empresário, sabia do seu potencial financeiro e da importância do seu “QI” (quem indica) e realizando uma só venda, dezenas e até centenas de portas se abririam.

Foi passando um, dois, cinco, sete, nove meses e toda semana era sempre a mesma resposta: estava em reunião ou ocupado e não agendava.

A secretaria sentia-se constrangida pela atitude de seu chefe e devolvia o cartão de visitas.

No décimo mês em nova visita, entregou seu cartão para a secretaria solicitando se o mesmo poderia atendê-lo.

Passado alguns minutos, o empresário apareceu totalmente alterado e em tom ríspido foi gritando que não estava interessado nos produtos e que não voltasse mais,  e na frente de boa parte de seus funcionários rasgou o cartão de visitas.

O consultor de vendas, mantendo uma atitude vencedora, calmamente olhou para o empresário falando em tom enérgico: que o mesmo tinha todo o direito de não recebê-lo e até solicitar que se retirasse da empresa e que não voltasse mais. Mas não tinha o direito de rasgar o seu cartão de visitas que custava R$ 1,00 cada.

O empresário, em uma atitude brusca tirou uma nota de R$ 5,00 de sua carteira jogando o dinheiro no chão.

O vendedor juntou a nota de R$ 5,00  e olhando o empresário diretamente nos olhos, externou: “que como não tinha troco iria dar mais quatro cartões de visitas”.

O empresário ficou estático e após um silêncio até constrangedor pegou os quatro cartões de visita, olhou-os e começou a rir. Os funcionários que estavam presenciando bateram palmas ficando uma situação agradável.

O empresário colocou o braço nos ombros consultor de vendas, balançou a cabeça em sinal de admiração e respeito. Pediu para a secretaria trazer uma jarra de café e que não queria ser importunado e foram para sua sala.

Ficaram quase três horas trocando idéias. A parceria com o empresário nos dias e meses subseqüentes foi incrível. Usando seu “QI” (quem indica), foram firmados centenas de parcerias.

E/T - Aproximadamente dois anos após o vendedor casou-se com sua única filha. O empresário esta orgulhoso de sua família e de seus quatro netos.

REBG
Edson Roberto Mari
Colunista de Markenting & Vendas


© Copyright 2011 - Todos os Direitos Reservados - Revista Espaço Brasil Gente
Desenvolvido por: