Brasil 11,4 milhões de pessoas estão na miséria

 

Os recente  dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam a existência de 11,4 milhões de brasileiros vivendo na extrema pobreza, ou seja, 5,6% dos 203,2 milhões de habitantes.

As estatísticas do IBGE apontam que exatamente 4,8 milhões de brasileiros estão sem renda, o que representa 2,3% da população. Desse total, 2,9 milhões estão em zona urbana e 1,8 milhão na zona rural.

Miséria, pobreza, indigência e fome são as chagas mais visíveis da desigualdade social. São alarmantes e inadmissíveis os dados disponíveis, em especial, sobre a fome no mundo: a cada quatro segundos morre uma pessoa – 75% dessas são crianças menores de cinco anos de idade. São 15 mortes por minuto, quase 22 mil por dia, mais de 8 milhões por ano.

O contingente de excluídos da economia mundial cresce a cada ano. Vejamos alguns números em relação a isso: 870 milhões (12,5% da população mundial) passam fome; 783 milhões (11% da população mundial) de pessoas não têm acesso à água potável; apenas 63% dos habitantes do planeta têm acesso a saneamento básico; 1,1 bilhão de pessoas ao redor do mundo ainda fazem suas necessidades fisiológicas ao ar livre - a grande maioria (949 milhões) vive em zonas rurais. 

Mais de 28 milhões das cerca de 80 milhões de crianças encontram-se atualmente longe da sala de aula vivendo em 12 nações da África e da Ásia. Só a Nigéria tem 10,5 milhões de crianças sem estudar. 

Todos os anos quatro milhões de pessoas morrem vítimas de malária, AIDS e tuberculose. Fora da África, apenas a malária afeta 34 milhões de pessoas, levando mais de 40 mil delas ao óbito a cada ano. No mundo, todos os dias, 7,5 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5,5 mil morrem em consequência dessa doença. 

Em relação às crianças, 19 delas com menos de cinco anos de idade morrem a cada 5 minutos de pneumonia; no mundo, são cinco milhões de crianças que a cada ano não completam cinco anos de vida. Quinhentas mil mães morrem a cada ano na hora do parto devido à assistência médica insuficiente.

A respeitável publicação científica The Lancet, em recente relatório publicado, afirma que somente em 2011 mais de 3 milhões de crianças (de zero a cinco anos) morreram de subnutrição. 

Pelos dados da FAO (“O Estado de Insegurança Alimentar no Mundo - 2010”), bem mais que a metade dos famintos do mundo – cerca de 578 milhões de pessoas – vivem na Ásia e na região do Pacífico. 

A África responde por pouco mais de (1/4) um quarto da população com fome no mundo. Ainda pelos apontamentos feitos pela FAO, “custa apenas 25 centavos de dólar por dia para alimentar uma criança com todas as vitaminas e os nutrientes que ela precisa para crescer saudável”.

Pouco mais de 300 milhões de pessoas no mundo têm uma expectativa de vida inferior a 60 anos; em parte pela má alimentação, e por conta de patologias decorrente dessa carência. Trinta e cinco por cento da população mundial não têm energia e proteínas suficientes em sua dieta. No mundo, há dois bilhões de pessoas anêmicas, incluídos 5,5 milhões que habitam os países do capitalismo avançado.

Em decorrência da desnutrição crônica, cerca de 500 milhões de crianças localizadas na América Latina, Ásia e África correm risco de sequelas permanentes em seus organismos nos próximos 15 anos. Segundo o Banco Mundial, atualmente 2,8 bilhões de pessoas sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. 

Sobre Marcua Eduardo de Oliveira

É economista e professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO (São Paulo). Especialista em Política Internacional pela (FESP) e mestre pela (USP). 

 

Edição Margarete Fraga
Artigo Marcus Eduardo de Oliveira
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